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Lançamos nosso mais novo disco: Sacode!
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1 Nevilton ao vivo nos estúdios Oi Novo Som, no Rio de Janeiro.
Neste mês de maio tivemos uma ótima passagem pela cidade maravilhosa! Tocamos no Teatro Odisséia ao lado de ótimas bandas como Tereza, Sitio Brasov, Do Amor e Porcas Borboletas e também fizemos um Ao Vivo nos estúdios da Oi FM! Foi muito bacana… transmitido no site e bastante gente acompanhou! Se você não pode acompanhar no dia, fique tranquilo! A Oi publicou tudo no seu canal… é só separar a pipoca, guaraná e cutir nosso rock no conforto de seus lares!!! rsrsrs
Também dá pra assistir os vídeos aqui embaixo. Espero que curtam! Abraços!
0 Nevilton no PodCast Oi Novo Som

No começo estavam um pouco acanhados, mas logo o trio foi encontrando um lugar seguro e animação tomou conta da entrevista. Foram quase 40 minutos de descontração no bate-papo com Tiago “Lobão” Inforzato, baixista; Eder “Chapolla”, bateria e Nevilton de Alencar, guitarra e vocal. Em um entrosamento a olhos vistos entre os três, todos participaram das respostas e interagiram entre si durante as respostas. Brincadeiras à parte, os rapazes do Nevilton mostraram muita maturidade ao falar de composição, equipamentos e mercado musical.
No quadro “O Instrumento”, por exemplo, o trio dá praticamente uma aula sobre equipamentos. Chapolla fala sobre as marcas, peles de baterias e melhores baquetas; Lobão fala de tipos de baixo e contra-baixo, cordas e “formas” de timbres. Já Nevilton abre suas considerações falando do modelos de guitarras que ele curte, além das sonoridades, captadores e cordas que ele usa. Para quem está começando ou mesmo para quem já tira de letra, vale a pena sacar as dicas dos caras, além das curiosidades e trajetória da banda!
Então, acesse Podcast no link Por dentro do Oi Novo Som, ou clique no link Podcast no player da Rádio Oi Novo Som , ouça ou
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Por Ruth Miranda.
0 “Passa a Bola, Maromba!” no Rock’n'Beats! Clipe e Diário de Gravações!

Querendo dominar o mundo ou apenas paixão pelos palcos, a verdade é que a banda Nevilton não para de tocar em todo país (sábado, dia 12/06, é a vez de Campinas) e de ser notícia.
Finalista do concurso Levis Music 2010, os paranaenses estão em mais uma final, dessa vez do projeto Versões Oi Novo Som (Músicas sobre futebol) — e já estão com 55 mil votos.
Para encarar a reta final, Nevilton acaba de lançar o clipe de Passa a Bola, Maromba, e escreveu com exclusividade para o Rock ‘n’ Beats contando todo o processo de gravação da música. Confira o clipe e o diário de gravação!
Nevilton – Passa a Bola, Maromba! from nevilton on Vimeo.
Diário de gravação por Nevilton Alencar
Se não me engano, o prazo inicial para as inscrições desta edição do Versões Oi Novo Som era dia 15 de março, uma segunda feira. Estavamos na mesma correria de agora, shows quase todos os finais de semana. Inclusive já tem mais de um ano que estamos nessa, né!? Ótimo! Aquele final de semana, anterior ao prazo final, seria o único do mês que não teriamos show… foi esse o escolhido!
Tudo começou com alguns dias antes, uma pesquisa bacana sobre músicas que falassem de futebol, onde tiramos do “fundo da piscina” o disco do Pau Brasil, de 1978, O Samba e Suas Origen. Havia mais de uma música ali que dava pra brincarmos, a dúvida final ficou entre Massagem e Passa a Bola, Maromba. As duas tinham muito bom humor, mas acabamos ficando com o fominha Maromba.
Primeiro passo foi definir qual a “pegada” da versão. Jantarzinho rolando na Neviltonlândia: família reunida, comilança, bebelança e Nevilton e Chapolla longe da turma, trocando idéias munidos de um violão. A meta era manter o bom humor da música, fazer algo que tirasse aquela cara “tão samba”, para que soasse como uma versão mesmo, releitura bacana com outros elementos e características. Acabamos ficando com uma bateria reta e dura remetendo ao groove e funk só nos refrões, onde o coro faria a festa! Decidido isso, convocamos o Lobão fomos para o estúdio.
Já eram boas 11 horas da noite, chegamos nos depósitos da papelaria e sentamos o “Sombrero”. Seis microfones para a batera, testamos os posicionamentos e sons que tiravamos com eles ali… fechado isso, começamos a mandar brasa! Depois de decidirmos qual o andamento da música e gravar o violão e voz guias, Chapolla, exímio baterista, não teve problemas para gravar… em questão de 3 ou 4 takes já tínhamos o que queríamos!
O violão guia, inclusive, acabou sendo usado na introdução da música, com a narração da mais importante partida de futebol de botão da Neviltonlândia, a final do Ton Harmonico Clube contra o XV de Pirapirata, de Lobão, que tem o “Lasanho”, craque da camisa 8 ! hahahaha

Depois da bateria gravada o resto é manteiga! Gravamos rapidinho uma pandeirola para dar um pouco mais de brilho percussivo nos refrões. Já eram boas 3 da manhã quando começamos com a gravação dos baixos. As linhas inicialmente planejadas eram bastante agressivas, deu um trabalhinho para gravamos como gostamos (gravar a faixa inteira num só take, sem aquela historia de muitos remendos, sabe!? rsrsrs) Depois de algum tempo e tentativas conseguimos o que queriamos!
Já era manhã e estava quase na hora do onibus para o Chapolla voltar a Cianorte, Lobão o levou na rodoviária e eu fiquei me divertindo… era chegada a vez das guitarras: comecei com a “stratotele” e seus acordes limpos, abertos e tortos! No refrão, onde rola o swing da batera, para combinar com a bagunça que planejava para os vocais, as guitarras faziam uma linha feliz numa pegada de “guitarrada”.
Ficou uma melodia muito feliz e bem propícia a conversar com a próxima guitarra que gravaria, a Les Paul. Esta já veio mais nervosinha, gravei usando o mesmo amp que gravamos o baixo e a strato: o Marshall brutão do velho Lobo dos mares! Um Bass State 150, amp de timbre encorpado, ligado a um tube screamer, já foi suficiente para a leve sujeira que gostaria de ter na gravina. Depois dessa guitarra, o sol já estava batendo forte la fora, alta manhã… pro mundo inteiro acordar e a gente ir dormir!
Depois de algumas horas de descanso, o Chapolla já estava em Cianorte enviando sms perguntando sobre como ficaram as guitarras, demonstrando sua costumeira ansiedade. O café da tarde foi breve para voltar ao estúdio… liguei para o Lobão e para o parceiro Thiago (do Projeto Marimbondo, também daqui de Umuarama) e combinamos em meia hora irmos para o boteco ao lado da Papelaria onde estavamos gravando! Depois de uma cervejinha e duas doses de conhaque para aquecer o gogó, fomos para o estúdio e começamos com os vocais. Foi bastante simples também, coisa de poucos takes.
Depois da linha principal foi hora dos backings e coro. Backings tranquilos e gritaria da turma: eu, Lobão e Thiago fazendo os “PASSA A BOLA, MAROMBA!”. Pura diversão!
Para fechar as gravações, usamos a garrafa de cerveja do boteco do sr. Canela para dar o último brilho e charme para os refrões… tentem perceber, no lado direito do fone/caixas de som… a garrafinha come solta!
Agora era só desmontar o circo, voltar para casa, mixar antes que o prazo acabasse e torcer para sermos selecionados! =D
E fomos!!!
0 Nevilton no Alto Falante
0 Confira programação do Festival Bananada 2010 – Revista Rolling Stone (23 de abril de 2010)
Da redação
Evento de música independente realizado em Goiânia acontece de 19 a 23 de maio
Considerado um dos mais respeitados festivais de música independente do Brasil, o Bananada, que ocorre anualmente em Goiânia, chega a sua 12ª edição em maio de 2010. A programação foi divulgada nesta sexta, 23.
Entre as atrações, estão as bandas locais Trivoltz, Fígado Killer e Ultra Vespa, entre outras. Tocarão também grupos como Nevilton, do Paraná, Caldo de Piaba, do Acre, Comunidade Nin-Jitsu, do Rio Grande do Sul, Vendo 147, da Bahia, Nublado, da Paraíba, Comma, de São Paulo, e Plástico Lunar, de Sergipe.
O festival acontece do dia 19 a 23 de maio e contará com 45 bandas. Veja a programação completa abaixo:
19 de maio – Bolshoi Pub
23h30 – Brown-Há (Brasília – DF)
00h15 – Mersaut e Máquinha de Escrever (Goiânia – GO)
01h – Rinoceronte (Santa Maria – RS)
20 de maio – Metrópolis
23h30 – Trivoltz (Goiânia – GO)
00h15 – Dawnfine (Goiânia – GO)
01h – Plastique Noir (Fortaleza – CE)
20 de maio – Capim Pub
19h15 – Chacina (Goiânia – GO)
20h – WxCxM (Goiânia – GO)
20h45 – Fígado Killer (Goiânia – GO)
21h30 – Desastre (Goiânia – GO)
21 de maio – Martim Cererê
18h20 – Coerência (Goiânia – GO)
18h40 – Ultra Vespa (Goiânia – GO)
19h – Demosonic (Goiânia – GO)
19h30 – Death From Above (Goiânia – GO)
20h – Comma (São Paulo – SP)
20h30 – Procura-se Quem Fez Isso? (Porto Alegre – RS)
21h – Nublado (João Pessoa – PB)
21h30 – Vida Seca (Goiânia – GO)
22h – Camarones Orquestra Guitarrística (Natal – RN)
22h30 – Nevilton (Umuarama – PR)
23h – Johnny Suxxx And The Fuckin’ Boys (Goiânia – GO)
23h30 – Burro Morto (João Pessoa – PB)
00h Comunidade Ninjtsu (Porto Alegre – RS)
00h30 – Gloom (Goiânia – GO)
01h – Violins (Goiânia – GO)
22 de maio – Martim Cererê
18h20 – ¡Oye! (Goiânia – GO)
18h40 – Space Monkeys (Goiânia – GO)
19h00 – Moka (Goiânia – GO)
19h30 – Necropsy Room (Goiânia – GO)
20h – Bruto (Brasília – DF)
20h30 – Fadarobocoptubarão (Belo Horizonte – MG)
21h – Vendo 147 (Salvador – BA)
21h30 – Motherfish (Goiânia – GO)
22h – Some Community (São Paulo – SP)
22h30 – Vícios da Era (Goiânia – GO)
23h – Caldo de Piaba (Rio Branco – AC)
23h30 – Plástico Lunar (Aracaju – SE)
00h – Mechanics (Goiânia – GO)
00h30 – La Hell Gang (Santiago – Chile)
01h – Black Drawing Chalks (Goiânia – GO)
23 de maio – Ambiente Skate Shop
13h30 – Dedo Sem Osso (Goiânia – GO)
15h30 – Waldi e Redson (Goiânia – GO)
16h30 – Hellbenders (Goiânia – GO)
17h30 – Bang Bang Babies (Goiânia – GO)
18h30 – Twin Pines (São Paulo – SP)
* Acontece em paralelo ao Campeonato “Terror na Ambiente”
0 “Pressuposto” na imprensa.
É com grande alegria que anunciamos que o primeiro mês de downloads do “Pressuposto” foi muito bom! Tivemos cerca de mil downloads no Compacto Rec e 600 downloads no Rock’n'Beats … o que para um primeiro mês é excelente!
Tivemos também ótima repercussão na imprensa! Sairam notas em muitos jornais, blogs, revistas e até onde não imaginávamos, como por exemplo a revista Rolling Stone e o canal Sony de televisão!
Aqui vão alguns links de onde noticiaram e/ou comentaram sobre o lançamento:
- Por Tiago Agostini, no Portal IG
- No Caderno G, na Gazeta do Povo, no Paraná.
- Por Paulo Terron, no With Lasers
- Por Junior Bellé, no Gafanhoto JR.
- No Zombilly
- No Lobservando
- No Interior Alternativo
- No Bloody Pop
- No Mondo Bacana
e vários outros blogs e sites que só repetiram a nota de lançamento… ou ainda não ficamos sabendo de terem falado! =D
Houveram vários blogs e sites que colocaram o banner do Compacto Rec, e o novo do Rock’n'Beats… ficamos realmente muito felizes de ver toda essa agitação, muito obrigado mesmo!
0 “Bandas paranaenses tomam de assalto o Centro Cultural São Paulo”, por Leando Dias @ Urbanaque
“Ballet da Vida Irônica” – Nevilton @ CCSP from Urbanaque.com.br on Vimeo.
“Aliás, ter que tocar depois do Nevilton deve ser a missão mais ingrata para as bandas ultimamente. O trio coloca tanta energia em sua apresentação, com o vocalista/guitarrista Nevilton e o baixista Tiago Lobão dando pulos plásticos no ar de dar inveja à David Lee Roth, e o baterista Chapolla massacrando com prazer sádico seu instrumento, que não há outro adjetivo a ser usado a não ser arrebatador – ou intimidador para quem vier depois deles. E o pique frenético do trio vai do início, com “Ballet da Vida Irônica”, passando pela incrível dobradinha “Bolo Espacial” / “Bolerothéque”, até o fim consagrador com “Me Espere Menino Lobo”. E mais uma plateia vai para o bolso do garoto com nome de remédio e seus Neviltons.”
videos, fotos e mais sobre a noite em: http://urbanaque.com.br/wordpress1/2010/02/09/bandas-paranaenses-tomam-de-assalto-o-centro-cultural-sao-paulo/
0 Rock Safari no CCSP @ Jr.
“O fim de tarde ensolarado parecia dar o tom do que seria o show de abertura do domingo com os paranaenses do Nevilton. E não foi diferente: o power trio de Umuarama não decepcionou os curiosos que foram conferir se o grupo era tudo aquilo que se tem falado Brasil virtual afora.
Um rock simples e direto, recheado de melodias assoviaveis, letras certeiras e muita vitalidade, esse é o espírito dos guris, que se traduz nos vôos de Lobão e Nevilton. A comparação ao então moleque Supergrass de I Should Coco é praticamente inevitável, assim como não se deixar levar pelos sons fáceis de “Pressuposto”, “Bolo Espacial” e “Me Espere Menino Lobo”. Resultado: grandiosa apresentação da promessa que merece atenção redobrada em 2010.
Mesmo com uma sequência de hits em potencial, o grupo ainda não tem nenhum disco completo lançado: a banda tem planejado para ainda essa semana o lançamento de um EP via Internet e até o meio do ano um album completo pela Fora de Eixo Discos.
Rafael Castro e os Monumentais destilando seu rock que beira o alcóolatra-cafajeste tinham a difícil missão de encerrar o festival depois do incrível show dos neviltons.”
fonte: http://www.rocksafari.com.br/2010/02/bazar-pamplona-banda-gentileza-nevilton.html
0 Sweet Home Umuarama – por Luis R. Lopes, Revista Up #20.
Mandamos nosso repórter para a estrada em busca do dia a dia e da alma do rock independente brasileiro jovem vindo do Paraná bebendo conhaque num Fiat Uno socado de malas e instrumentos
Por Luis ‘Ramone’ Lopes – @luisrlopes
Umuarama é uma cidade arrumadinha, com aproximadamente 100 mil habitantes, localizada no noroeste paranaense, onde o sol costuma castigar os desprovidos de cabelo. É também conhecida como a capital da amizade e recebe o título de “Mulherama” pela beleza e quantidade de consortes que vivem por lá. No dicionário Tupi, de autoria de Orlando Bordoni, Umuarama significa ‘lugar alto, sítio alto e ensolarado’. Difícil é explicar a história do morto-vivo que apareceu por lá e, principalmente, a réplica da Torre Eiffel, construída na saída da cidade, sentido Paraguai. Mas isso tudo são misérias dentro do que trataremos agora: o rock independente. Representado, e muito bem representado, por Nevilton – Nome de remédio e guitarras viscerais!
O Começo
Conheci o som do Nevilton por meio de um cara, do qual não me recordo o nome, jornalista e amigo de algum dos meninos lá de casa, que uma vez apareceu no apartamento para jogar winning eleven e ouvir Bob Marley junto com a galera da república. Entre um gol e outro, um devaneio e outro e uma cerveja e outra, ele, natural de Francisco Beltrão, no Paraná, comentou sobre uma banda de Umuarama com N que havia aparecido em publicações como a Rolling Stone e a Bravo! com certo destaque. A banda N, de Umuarama, foi parar então no Google, que nos apresentou o site, MySpace e outras mídias por onde o grupo já havia rodado.
Num sábado de julho, quando a alma começava a puxar o resto do corpo para as ruas atrás de agitação e outras indecências, descobri na web que aquela banda de Umuarama se apresentaria em São Paulo, a poucas quadras do lugar que habito em companhia do editor-chefe da revista, Junior Bellé, e do editor de conteúdo, Paulo Marcondes: o apê 80. O passo seguinte foi jogar a ideia na mesa de discussões e o consenso apontou que aquela seria uma noite de rock’n’roll regada à cerveja e outros crimes. O show rolaria na Fun House, uma casa noturna com atendentes lindas e tatuadas, e lá conheceríamos Ton, Fernando e Tiago Lobão, os caras do Nevilton. O primeiro passo para a reportagem que segue.
A reportagem que segue
“Você está com a filmadora, a bateria está aqui e as fitas você encontra no bolso externo da capa. Contamos com você, Ramone”, foram as últimas palavras de Ton lançadas para mim antes do grupo se mandar para o backstage do John Bull Music Hall, na capital paranaense. O set list, que eu tanto esperava para escrever a matéria com mais facilidade, não me foi entregue porque não existia. Tudo que rolou entre Ballet da Vida Irônica e Me Espere Menino Lobo, respectivamente primeira e última música daquela noite, foi na base do “e aí, qual vai ser agora?”. Eu estava com a filmadora apontada para o palco e os olhos fixados no público, atento às reações que dali surgiriam enquanto Ton e Lobão pulavam como dois “putinhos” naquele palco.
Curitiba era a primeira parte da breve turnê, que seguiria ainda por Florianópolis, Alto Piquiri e terminaria em Umuarama. Isso tudo no espaço temporal de uma semana, sendo cada uma das apresentações possuidoras de características e histórias particulares. Em Curitiba, a primeira parada, estávamos diante de um festival com 14 bandas da cena independente que se dividiriam entre sexta e sábado, 24 e 25 de julho, para realizar a 7ª edição do Rock de Inverno. Nevilton estava escalado para ser a 4ª banda da primeira noite, tocando depois de Pão de Hambúrguer, Liquespace e Hotel Avenida. E antes de 3 Hombres, Diedrich & Os Marlenes e Beto Só. Todas extremamente competentes.
Antes do rock comer solto em Curitiba, Ton e sua trupe maluca haviam viajado 564 Km e uns quebrados até o local do show. A viagem começou às 5 horas da manhã, quando acordamos na Neviltonlândia para guardar as guitarras e microfones no Uno que transporta a banda – merecidamente batizado de Átila, o Uno. Nevilton pilotaria o carro até as casas de Lobão, o baixista, e de Fernando, que era o piloto-baterista daquele cabriolé de músicos na maior parte das viagens.
Fernando Livoni, o baterista caipira mais insano do rock paranaense, é o mais tranquilo da banda. Chegado numa cachacinha, em turbinar Passat e outros carros, ele é um pouco mais quieto que os demais, mas tão boa gente quanto. Do trio, ele, que recentemente deixou a banda, era o único integrante com responsabilidades conjugais a cumprir, mas ainda assim encontra tempo para tocar viola. Suas imitações da esposa são inenarráveis e muito contribuíram para desencanar da rotina de asfalto da semana que seguia, principalmente nos trechos Umuarama–Curitiba, Curitiba-Florianópolis e Florianópolis–Umuarama. Além disso, a história de como ele começou a tocar bateria é conveniente, ainda mais se tratando da cena independente.
“Eu mesmo que fiz. O bumbo era um tambor de lata, com uns pedaços de papelão servindo de pele, os pratos eram feitos de gaiolas, a caixa era uma lata de tinta”, contou durante os primeiros quilômetros de sono de Nevilton e Lobão no banco traseiro do Uno. O pai havia lhe oferecido um violão, mas ele não criou identidade com o instrumento. Enquanto conversávamos rolava Screaming Trees e Eddie Vedder no som do carro, ambas indicações desse repórter enxerido e metido a conhecedor de boa música.
À tarde, o trio estava agendado com a Rede Globo do Paraná para gravar duas músicas que seriam exibidas semanas mais tarde num programa voltado para o público jovem daquele estado. O horário estava marcado: 16 horas em Santa Felicidade, o bairro frequentado pelos estômagos mais luxuosos de Curitiba. A TV é uma ótima mídia para uma banda que está dando os seus primeiros passos e o tempo estava contado no relógio dos Neviltons. Pelos nossos cálculos, seriam sete horas e meia de viagem. Se pegássemos a estrada às seis da manhã, chegaríamos em Curitiba entre duas e três da tarde, com sobra para almoçar, beber, e até para encostar o carro e ficar nu na beira da estrada, se fosse o caso. Mas o rock independente é um lance repleto de improvisos e contratempos. Como ossos que furam o pneu e atrasam a viagem, por exemplo.
“Ramone, em 56.405 quilômetros de rock por esse país a fora, essa é a primeira vez na história dessa banda, e também desse carro, que um pneu fura na viagem. Você está com sorte, meu velho!”, explicava Nevilton enquanto passava frio à beira da PR-323 e dava risada da sorte. Por mais que o planejamento permitisse pequenos contratempos durante a viagem, o grupo sabia da correria que aquela sexta-feira ainda reservava. Entre a constatação do furo, a busca por uma borracharia e a troca do pneu pelo step, perdeu-se aproximadamente uma hora. “O lance é torcer pra não furar mais nenhum agora”, dizia Fernando, que ficou incumbido da tarefa devido aos dotes mecânicos que possui.
O almoço daquele dia foi um pacote de bergamotas e mais um salgado gordurento para cada um de nós. Quando Curitiba apareceu no horizonte, estávamos com tempo suficiente para procurar a rua do estúdio onde rolaria a gravação para a TV, encontrá-lo e ainda tomar um cafezinho antes do carro da emissora chegar para iniciar a gravação.
A noite
Tudo pronto no John Bull. O som, as luzes, o palco, alguns músicos, o bar e público. Estava tudo lá quando os meninos de Umuarama ainda deixavam o local das gravações para caçar o Habib’s mais próximo, garantir a janta, e então seguir até a casa do irmão do baixista – que estava viajando, mas deixou o porteiro avisado -, onde rolaria a pernoite daquele dia. Era um apartamento bacana, espaçoso e que aliviaria um pouco o cansaço e os calos da viagem daquele dia. Na TV ficou o registro de A Máscara, de autoria própria, e uma versão de Jorge Maravilha, de Chico Buarque, uma vez que o programa queria mostrar músicas de protesto para falar sobre o papel dos músicos durante o regime de repressão.
O pré-show de Curitiba foi o mais agitado de todos, mas perdia para o de Florianópolis porque na ilha havia champagne e salgadinhos frios para comemorar o lançamento do clipe de Não Me Leve a Mal, dos caras do Aerocirco, os organizadores da noite Catarina. Em Curitiba não havia comida e nem bebida na faixa, mas havia uma movimentação interessante e agitada de músicos pelo salão. Num raio de poucos metros era possível encontrar o Paulo Nadal, voz e guitarra do Mordida, o Oneide, vocalista e guitarrista do Diedrich & Os Marlenes, Beto Só, que além de músico é um jornalista fudido, os meninos do Pão de Hambúrguer, Hotel Avenida e outras bandas bebendo cerveja pelas rodinhas de conversa. No carro, a caminho do show, pairava um mix de tranquilidade com “temos muito a fazer antes do show”, enquanto rolava no som do Átila um trabalho do Cream gravado nos estúdios da BBC de Londres. E a noite começava a cair. Ton, sempre que vai pegar a estrada com os outros Neviltons, costuma perder algumas horas sentado à frente do computador gravando CDs para distribuir nas apresentações. O número de cópias varia bastante de apresentação para apresentação, mas a média fica entre 20 e 50 CDs por noite. Nevilton grava, faz a arte e ajuda a cortar e pintar o encarte. Fernando e Lobão também contribuem com o trabalho, principalmente com os últimos itens mencionados. “Nunca vendemos esses CDs, são material de divulgação e a única coisa que queremos é que a galera escute e passe pros amigos”, conta Nevilton, que completa: “Na cena independente tem que ser assim. É trabalho de pedreiro, Ramone”.
Nevilton é O Cara da banda. Na música desde os 16 anos de idade, hoje com 23, ele é o responsável por escolher o norte a ser seguido. “Eu sei que o Nevilton sou eu, mas sei que não funciona sem os outros caras. Toquei voz e violão por diversas vezes, tive outras bandas e vi muita coisa boa ruir por falta de perspectiva, por insistir em tocar músicas dos outros em vez de tentar fazer um som próprio”, conta o rapaz que dá nome à banda.
Ton é Nevilton, filho de Nevilton, que trabalha como comerciante na região de Umuarama. Nevilton pai, ou Neviltão, conta que foi numa apresentação dos Titãs, ali pelo comecinho da década de 1990. “Os Titãs vieram pra Umuarama e eu lembro que o Ton foi assistir a montagem de palco e passagem de som. Quando ele voltou para casa, me falou que os músicos o haviam convidado para assistir o show e que eu precisaria levá-lo até o clube onde eles se apresentariam”, conta o pai, que hoje é grande incentivador do trio. Neviltão, a princípio, desconfiou da história do filho, mas de tanto insistir acabou levando o garoto para curtir um rock naquela noite. “Lembro que quando chegamos lá havia uma senhora fila para entrar, achei até que era papo furado dele, mas quando me dei conta, um dos Titãs gritou assim: ‘ô polaco, chega aí e traz o seu pai’. Aí entramos e assistimos a tudo bem de perto”, relembra o pai do vocalista. A mãe, que assim como o pai sempre deixa como música tema do celular uma canção da banda, chama-se Marlene e também aposta na ascensão do grupo: “sempre quando eles se inscrevem para algum festival, concurso ou coisa do gênero, eu me coloco a votar e insisto para que todos os meus clientes e funcionários da loja façam o mesmo”. Nos fundos da papelaria onde trabalha, além do estoque e de um pouquinho de bagunça, existe parte da história do trio, que fez e faz os ensaios e as gravações caseiras por lá. E sempre foi assim.
Ensaios
O grupo está acostumado a ensaiar nos fundos de papelarias da cidade; esta que fica na Avenida Presidente Castelo Branco é a segunda no histórico dos caras. O rock’n’roll que sai de lá, abafado pelas caixas com mercadorias de estoque e pelo próprio estoque fora das caixas, segundo Nevilton, é compacto e fudido. Eu acrescentaria: … e pode ser visto no YouTube”.
Nevilton é quem pensa as letras e arranjos das músicas. É ele também quem se encarrega de colocar na internet as primeiras versões gravadas no “estúdio particular” da banda, e produzidas no quarto onde ele costuma hospedar as visitas. Vez ou outra, a papelaria cai fora do processo e entram as artimanhas digitais. Grava-se uma linha digital de baixo, outra de bateria e vai pra web. “Alguns sons que hoje fazem parte do nosso repertório foram gravados antes mesmo do Nevilton existir como banda. Eu era sozinho e tocava numa banda chamada Super Lego, onde o Fer e o Lobão também tocavam, e tínhamos mais dois caras com a gente”, conta o vocalista, que é mais um cara fissurado em conhaque e internet.
A grande rede é uma constante durante as viagens do grupo. Sempre que aparece uma oportunidade, Ton e Lobão correm para a web a fim de agitar a comunidade do Orkut, o Twitter, Facebook, MySpace, site, MSN, e outros. No quartel general do vocalista, fixado na CPU de um dos computadores, existe uma folha com inúmeros lembretes nesse sentido. E a julgar pelo que vi durante o tempo que fiquei por Umuarama, ele segue à risca todos eles. “Independente da profissão, hoje você tem que saber aonde quer chegar. O mercado está cada vez mais acirrado, cada vez mais bandas aparecem, e bandas de qualidade. Se você não vender o seu peixe, vão comprar o peixe do vizinho”, diz o vocalista que é formado em Letras.
Lobão, o seu companheiro de maluquices no palco, é advogado, blogueiro e escreve uma coluna semanal no principal jornal de Umuarama. Juntos, eles possuem um semanário de música, cultura e conversa fiada na rádio universitária do município. O programa recebe o nome de Culturanja (cultura + canja), vai ao ar todas as terças-feiras, com reprises aos sábados e pode ser visto na internet no formato podcast.
Lobão é filho de bancário e por alguns anos também trabalhou atrás do caixa, recebendo boletos, contando notas e preparando malotes. Sobre esse período de sua vida, pode-se dizer que ele quase não sente saudades. “Minha alegria era pegar o salário e comprar vinhos, CDs, roupas, instrumentos e equipamentos para a banda. Se eu continuasse naquilo seria um eterno infeliz de gravata”, ele conta e faz cara feia, encrespando os músculos faciais, de modo que fica fácil acreditar. O baixista era a única alma sexual e fanfarrona da banda, até a recente troca de baterista. Por se tratar do único rapaz solteiro dos três, por onde passa, ele deixa a sua marca. E não foi diferente em Curitiba, mas essa parte da treta fica chato contar aqui. Não pretendo escrever nenhum conto erótico nestas linhas. Mas é no palco que a coisa acontece! Nevilton à esquerda do público, com sua calça verde e seu terno azul marinho da sorte, Fernando mais ao fundo, como se fosse um homicida cheiradão a golpear com um martelo a cabeça de sua vítima. Lobão fica com a outra ponta do tablado e a insanidade rola solta quando os três começam. Da primeira à última música rola “o fino do rock presencial”, um lance absurdo, que chega carregado de peso, técnica apurada, pulos alucinados e boas letras.
Beto Só, o headliner da primeira noite de rock na capital paranaense, não titubeou ao pisar no palco. “Quando eu subi aqui, a primeira coisa que pensei foi ‘tomara que eu consiga fazer um show tão bom quanto o do Nevilton”. Senhor F, jornalista das antigas e um dos principais críticos da cena independente brasileira, ao final da noite salientou: “é um dos melhores shows de toda a cena brasileira”. Mas cada caso é um caso e cada show é um show… 
Se em Curitiba grande parte do público estava disposto a ouvir a novidade, em Florianópolis o jogo rolava fora de casa. Pela primeira vez a banda se apresentaria na ilha e o Aerocirco estava lançando um clipe. Aerocirco é uma banda bacana, formada por quatro rapazes boa-pinta, que não despontou em grandes centros como Rio e São Paulo, mas que é garantia de casa cheia em Santa Catarina e partes do sul. Nevilton mandou tão bem quanto em Curitiba, inclusive apresentando duas músicas inéditas ao público catarinense. O único problema era que os espectadores sabiam cantar Aerocirco, mas não Nevilton.
Nevilton estava mais animado que de costume naquela noite, e deixava transparecer o entusiasmo com um ligeiro trançar de pernas. “Não tem problema, não, cara! A gente veio aqui pra mostrar a nossa cara mesmo. Pra gente é muito legal abrir o show dos caras aqui. Depois a gente leva eles pra Umuarama. Assim é que as bandas se ajudam”, Ton é bom menino, não é desses que enchem a cara e gritam “o Bob Dylan sou eu” pelas ruas. Diferente de Lobão e eu, que mandamos ver várias cervejas durante toda a noite. Em certo momento recordo que fomos parar num carro, impossível de lembrar a marca, com uma loira e uma morena que transbordavam sorrisos e progesterona. “Faltou sorte e tempo essa noite, Ramone”, ele uivou quando levamos o fora. “O importante é não se deixar abalar”, completei.
The final
Assegurar que Curitiba e Florianópolis seria uma coisa, e Alto Piquiri e Umuarama outra, era explicar o óbvio. No primeiro show interiorano daqueles dias, Nevilton estava incumbido de abrir para a dupla sertaneja Mario Augusto e Alexandre, durante a Feira do Agricultor de Alto Piquiri. O palco era montado pela prefeitura no meio daquela que talvez seja a única avenida principal da cidade. Os comerciantes vendiam espetinhos, doces, hot dogs e mais uma infinidade de quitutes.
Muitas bandas sequer cogitariam uma apresentação naquele lugar, mas Nevilton possui espírito desbravador, inclinado para esse tipo de maluquice, e preparou um show especial para aquela noite. “Dessa vez nós vamos tocar, além de algumas músicas nossas, uns covers pra galera entrar na onda. Vai rolar Raul, The Doors, aquela do Chico Buarque e sei lá, Peter Bjorn and John”, avisou Nevilton, que foi complementado pelo baixista: “a gente tem que pensar que estamos endividados até o pescoço com essa história de gravar, produzir, mixar e lançar o CD. Tocar aqui ajuda a pagar as dívidas da banda e também há o fato de recebermos o cachê adiantado”.
A cena independente, de um modo geral, é carente de cachês. Pouco se comenta sobre isso na mídia especializada porque, na verdade, praticamente não existe uma mídia especializada. O que existe são pequenos focos de jornalistas fodidos que, por gostarem do som ou simplesmente por puro masoquismo, embrenham-se no meio dessa turma. Assim, não é difícil entender o motivo que levou o Vanguart a assinar com a Universal Music em uma época que se especula o declínio da indústria fonográfica mundial.
“A verdade é que a cena independente sonha com o contrato assinado e com a pouca estrutura que as gravadoras ainda oferecem”, falou Nevilton em nome toda a banda. “Hoje você pega um DVD desses caras sertanejos que ninguém conhece e, se for ver o orçamento utilizado na gravação, vai constatar que é maior que o orçamento utilizado por muitas bandas consideradas top de linha no nosso meio. É cruel, Ramone”, completou com o mesmo olhar de um jornalista que descobriu que o seu diploma não é legitimado pela Constituição.
Alto Piquiri representa a decadência de um estilo de música que, salvo alguns dinossauros abraçados pela grande mídia, nunca conseguiu se estabelecer e caminhar com as próprias pernas neste país. Mas, ao mesmo tempo, também representa uma possibilidade que até hoje poucos exploraram. “Quem garante, categoricamente, que o interior não gosta de rock, se o rock, até hoje, nunca se preocupou em ir até lá?”, indagou o baterista e violero do Nevilton. Quem cresceu numa cidade de pequeno e médio porte, ou mesmo em capitais com pensamento provinciano, entende o que ele está falando.
Particularmente, depois que embarquei nessa vibe com o Nevilton, eu defendo que todo grupo de rock deve se apresentar na cidadezinha. Até porque é bacana sentir-se um rockstar de vez em quando. Ou amigo de um. Quando os Neviltons se preparavam para deixar a cidade, Átila foi cercado por adolescentes e pré-adolescentes de modo que até eu, que nem bonito sou, dei autógrafos. “Cara, teve uma menina que se apresentou com dois beijinhos no rosto, e o segundo deles não foi bem no rosto”, comentei com a alma sexual da banda, Lobão, que imediatamente respondeu: “isso também aconteceu comigo. Acho que é a mesma menina”. E assim é o interior. Nevilton voltou pra Umuarama sem nenhum CD.
O Grand Finale
E chegara o grand finale: Umuarama. Na terra do grupo, de maneira intrinsecamente simbólica, rolaria o jantar de posse da nova diretoria do Harmonia Clube de Campo, um lugar cheio de piscinas onde se respeita, com certo rigor, o dia de jogar e o de não jogar sinuca. Nevilton, só ele, pra tirar uma grana por fora e garantir o conhaque dos finais de semana, toca voz e violão pelos bares da vida. Na minha noite de despedida de Umuarama, no show do Harmonia, ele abriu o seu próprio show.
Naquele momento, tudo o que tinha de ser feito estava concluído. O dia a dia e as histórias da semana estavam gravados em algum lugar entre a minha testa e a parte dos fundos da minha cabeça, onde ainda vinga um pouco de cabelo. Umuarama, Curitiba, Florianópolis, Alto Piquiri, estrada, rock e curtição barata. Nevilton, o grupo, apontou para mim um pequeno recorte do que rola nesse rock meio avulso. A sensação que fica após esses quatro shows, após as incessantes conversas com o trio e com o cotidiano absorvido por osmose, é que pude presenciar o germinar de um puta grupo de rock daquele estado chamado Paraná. Não que sejam os únicos pés-vermelhos que façam um som de qualidade por aqueles lados, há outras bandas fodidas perdidas por lá, suportando o adágio que insiste em afirmar que “depois do Blindagem, é tudo sertanejo”.
Certa vez Bukowski escreveu: “amar é como nadar contra uma correnteza de mijo com dois barris cheios de merda amarrados nas costas”. Se ele estivesse comigo nessa pequena epopeia talvez incluísse o amor pelo rock independente nessa descrição tão precisa. A correnteza, nesse caso, não é tão amarela e o barril não é de merda, mas a tarefa é tão árdua quanto. Nevilton é rock pedreiro e alucinado, merece ser ouvido e, principalmente, assistido. O independente é um puta amassa-barro, e se perder tempo olhando o gato nunca conseguirá comer o peixe. Ganha-se pouco e sempre vai ter um sujeito que, mesmo sabendo que você é músico, vai perguntar qual é a sua profissão.
fonte: http://www.revistaup.com/s_edicoes.php?ed=20&mat=20_sweet_home.php
0 As 12 bandas nacionais mais injustiçadas da década – Por Filipe Albuquerque (Blog Bis MTV)

Nevilton
Fãs garantem que este paranaense já está pronto pra arrebentar. Rock de pegada inglesa, lembra o Supergrass mas com alguns poucos elementos de música brasileira. Tudo o que o rock nacional deveria ser se não fosse conduzido por velhotes que se levam a sério.
Outras bandas bacanas como Ecos Falsos, Nervoso e Os Calmantes, Júpiter Maçã, Superguidis e várias outras também estão no texto!
fonte: http://mtv.uol.com.br/bis/blog/doze-bandas-nacionais-mais-injustiçadas-da-década







