Não perca um minuto sequer !!!
Lançamos nosso mais novo disco: Sacode!
Ouça agora, pelo Rdio. Ou aqui no nosso site.
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0 Para as mamães… =D
Para nossas mães, as mães de nossas mães, todas as mães nas nossas famílias, as mães que curtem nosso som, ou as mães de quem curte nosso som
… para as nossas amigas mães, amigas futuras mães, mães de consideração… enfim, para todas elas, ou vocês, até onde chegar… que assim seja!!! =D
Tenham um ótimo domingo, muita saúde, paz e alegria para todos!!!
”
Mãe, onde você estiver…
espero que lhe alcance essa mensagem
e te alegre então, se Deus quiser
que sirva de abraço, daquele que não está
almoço de familia, mais vida para celebrar
mas chega por aqui esta canção.
Mãezinha, outra vez lhe agradeço
por tudo que pode fazer, ou não,
cada coisa em seu devido tempo
por você eu sou só gratidão
talvez hoje não sou tudo o que esperava
não te ouvi as vezes… natural!
Sei que no fundo o que você e eu queriamos:
Todo mundo feliz… acaba igual!
E hoje, mãe, sabe o que eu queria?
era estar perto pra te abraçar
e dizer que te amo, obrigado mãezinha
e não é só por hoje essa alegria
pra mim… dia das mães é todo dia.
Mãe, onde você estiver…
espero que lhe alcance essa mensagem
e que alegre então, se Deus quiser
nem que eu tenha que falar bobagem… =D
“
0 Fotos de 23.março.2013 @ Tribos Bar, Maringá, PR. por Alvaro Sasaki
No dia 23 de março de 2013 fizemos mais um show lendário no Tribos, graças a todos os amigos e gente querida presentes no bom e velho bar!!! Mais uma vez, obrigado a todos, em especial aos amigos da No Crowd Surfing, de Cianorte, que abriram a noite. Aqui vão as fotos que o grande Alvaro Sasaki fez, confira mais de seu trabalho em http://www.flickr.com/photos/alvarosasaki/sets/
0 Resenha : Ouça o Sacode na Rádio UFSCAR !
22 ABR 2013 - POSTADO POR RÁDIO UFSCAR
por Henrique Gentil (Bolsista em programação musical da Rádio UFSCar)
Revisão: Sheila Castro





Dizem que não dá mais pra tirar um som original só com guitarra, baixo e bateria, mas uma coisa não se pode negar: o formato é bem eficaz. Talvez seja por causa dessa mentalidade que bandas como Nevilton são tão revigorantes: donos de um pop rock inteligentemente revestido em roupagem indie, o novo LP do trio paranaense é simplesmente contagiante. Rock honesto e sem firulas.
O que fica em evidência quando uma banda toca numa destas formações manjadas é a própria criatividade de seus membros, e isso Nevilton tem de sobra. Melodias que certamente vão grudar na sua cabeça marcam presença nos 44 minutos do álbum. É o primeiro LP de inéditas (já que o primeiro da banda, “De Verdade”, se encaixava mais na definição de “compilação” de EP’s passados).
Sacode! tem um sentimento de unidade bem mais forte que seu antecessor. Mais próximo dos temas “ensolarados” que tanto tem feito a cabeça das bandas independentes brasileiras, as músicas do disco são bem alto astral – embora de vez em quando as letras mais sentidas contrastem com a alegria radiante do álbum – A banda está mais afinada, sabendo muito bem como valorizar boas melodias – “Jardineiro” não me deixa mentir, é impossível não se pegar cantando o refrão logo de primeira.
Flertando perigosamente com o caxias em alguns momentos, Nevilton escapa da definição convicto de como as músicas são tocadas. É claro, algumas vezes a bola escapa, como nos backing vocalsexcessivamente caricatos de “Friozinho”. Mas quando Nevilton acerta, é pra valer: “Satisfação” começa com um riff bem groovado que aparenta ser o início de um rock n’ roll funkeado estilo Blood Sugar Sex Magik, até que o vocal entra na cara de pau com uma melodia de axé. O pior é que essa mistura funciona bizarramente bem, e é um dos maiores destaques de Sacode!.
Radiofônico do início ao fim, Nevilton tem um disco que pode agradar tanto o pessoal do mainstreamquanto a galera do rock alternativo, e ainda, sem parecer superproduzido ou superpensado. É um registro bem natural de canções pop de uma banda em sintonia com o rock alternativo da gringa (e, diga-se de passagem, bem melhor que os super hypados Japandroids). Tá na cara que os caras se divertem fazendo estas músicas e isso transborda nas composições.
A seguir, a lista de músicas que você escuta de segunda a sexta, às 9h45, na Rádio UFSCar.
segunda-feira
Crônica
Noite alta
terça-feira
Jardineiro
Até outra vez
Sacode
quarta-feira
Friozinho
Só pra dizer
Porcelana
quinta-feira
Vou ver o mar
Satisfação
sexta-feira
Bailinho particular
Espero que esteja melhor
0 Um ano de Tempos de Maracujá : O Time Lapse !
Hoje, completa-se exatamente um ano do lançamento do clipe de Tempos de Maracujá, video cujo processo de produção ficou gravado como um belo período da nossa história e cujo resultado nos levou ao Grammy Latino, como um dos finalistas na categoria Melhor Vídeo Musical – Versão Curta.
Durante a gravação do clipe de Tempos de Maracujá, o diretor de fotografia Sergio Prado, teve a idéia de deixar uma máquina fotográfica disparando fotos, de tempos em tempos, desde o início da montagem do cenário, até o último take do clipe. Aí montou esse belo vídeo em time lapse com as fotos.
Assistindo, a gente relembra de tudo o que aconteceu por lá. Deu muito mais trabalho e foi muito mais demorado do que parece no vídeo, é claro. Mas o prazer de assistí-lo se aproxima muito ao prazer de refazer tudo outra vez.
E, novamente, gostaríamos de agradecer e dar os parabéns a todos os envolvidos nesta bela obra.
Inclusive, já assistiu ao clipe? Veja aqui!
0 Resenha : Sacode! no Chuck Berry Fields Forever
Nevilton – Sacode (2013)

É difícil caracterizar o trio Nevilton como mais um destaque atual, eles conseguem muito mais do que isso. Com potencial radiofônico e qualidade musical, eles são um prato especial no cardápio nacional. E no seu novo álbum,Sacode, eles confirmam ainda mais essa posição.
Se no primeiro trabalho os próprios membros produziram as canções, dessa vez o serviço foi feito por Carlos Eduardo Miranda, o jurado barbudo do programa Astros, que soube explorar as melhores virtudes do grupo. O lançamento é uma continuação do estilo do De Verdade, arranjos bem elaborados de guitarra, um coro afiado preenchendo a harmonia e a temática no cotidiano da vida e no amor, tais elementos em primeiro plano guiando a direção da obra.
Essa familiaridade faz com que a banda não erre o alvo praticamente nenhuma vez. Dificilmente você vai encontrar um momento que te faça bocejar. A começar pela faixa-título, que faz sacudir com o swing da guitarra. Outras músicas também não ficam para trás no quesito agito, como a funkeada Só Pra Dizer eSatisfação, que não vai cansar de tanto dançar só a personagem da letra, mas também os ouvintes.
É nítida a influência brasileira por todo o trabalho. Jardineiro é exemplo disso, que traz acordes dissonantes e distorcidos na medida certa. Bailinho Particular, um punk rock bem nordestino, conta com inocência tal como um Gonzaga, este inclusive mencionado na letra. Também parece impossível não lembrar de um Geraldo Azevedo no início de Porcelana e até da Jovem Guarda na melodia simples de Friozinho.
Por isso, o disco mantém uma unidade musical do começo ao fim, diferentemente da coletânea do álbum anterior. Pela sonoridade vibrante, não é uma seleção para se escutar desatento, mas sim sentindo a virtuosidade dos paranaenses ou para, simplesmente, espantar o baixo astral. Sacode surgi como o principal exemplo recente bem-sucedido na intenção de ser um rock brasileiro, com espírito alegre e espontâneo, consolidando ainda mais a carreira de um grupo que se diverte sem perder o objetivo. Nevilton acertou em cheio.
Ficou com vontade de ouvir? Não perca tempo, o disco está liberado para audição no serviço de streaming Rdio.
Fonte: http://chuckberryfieldsforever.wordpress.com/2013/03/28/nevilton-sacode-2013/
0 Resenha de Sacode no Monkeybuzz
Por André Felipe de Medeiros; 12/03/2013
- Ano: 2013
- Selo: Independente
- # Faixas: 12
- Estilos: Indie Rock, Pop Rock, Rock
- Duração: 38:45
De Verdade, o primeiro álbum da banda/músico Nevilton, vinha com uma grande coleção de ótimas faixas, mas que juntas acabavam às vezes prejudicando umas as outras. Funcionavam muito bem ao vivo, mas formavam no disco um repertório às vezes sem muito respiro, uma questão de timingmesmo, que não me deixavam ouvir o álbum em repetição, preferindo colocar as músicas em playlists ou misturadas aleatoriamente no meio de outras. Quando ouvi que o novo trabalho se chamaria Sacode, minha preocupação foi imediata de ver surgir um trabalho que teria composições boas (nisso, Nevilton já ganhou minha confiança há muito tempo) em um pique difícil de acompanhar.
E mais uma vez na história da humanidade (ou talvez isso aconteça apenas na minha vida mesmo), valeu a pena estar errado. Se tem duas coisas que me ficaram muito claras desde a primeira audição de Sacode é que ele e um álbum feito para o repeat e a outra foi que, mesmo com esse título e capa, a empolgação não é o seu tema. Esse cargo fica com o termo “coração”, provavelmente a palavra mais repetida ao longo do repertório. Não foi um disco feito para você perder o fôlego dançando, mas ganhar ânimo com músicas que sopram “vida ao coração”, assim como o amor narrado em Crônica, a faixa de abertura.
Enquanto o álbum começa assim, ele termina com “fazer o que gosta tem preço, e às vezes demora a pintar resposta de tudo já feito, mas isso só vai motivar a viver mais, a fazer mais e sempre amar tudo o que faz – e logo estará melhor”, uma constatação do que o trio tem aprendido nesses últimos anos dedicados ao ofício, ao mesmo tempo que revela um sentimentalismo sincero e pé no chão que acompanha a maior parte das músicas aqui, se mostrando também como um dos maiores aliados do carisma de Sacode.
Musicalmente, ele tem a medida certa para empolgar ao fazer um som que muitos fazem, só que Nevilton mostra que sabe fazer melhor. Ouvir Satisfação é a maior prova disso. A antepenúltima faixa vai te lembrar diversas coisas ao mesmo tempo, com um ar Pop delicioso e um solo de guitarra que acontece na hora certa, e fica a sensação de que a banda está fazendo isso muito certo. Na sequência vem outra gema: Bailinho Particular, o auge absoluto da festa que o grupo promove desta vez.
Até chegar nela, o disco foi esquentando aos poucos, mas não necessariamente na pegada. Ele vai te conquistando na simpatia, na amizade. É falando de desesperança e desilusão (em Jardineiro), de amores duradouros (Friozinho) ou de cotidianos difíceis (na faixa-título) que Sacode se mostra um bom amigo, daqueles que você quer ter por perto sempre pra te animar.
Com a duração certa para você ficar ouvindo sem parar (nenhuma faixa chega aos cinco minutos) e músicas com nomes muito fáceis de se identificar, é bem capaz que Nevilton tenha feito o novo disco do coração de muita gente, uma obra que será lembrada pela sensação boa que passa não à toa, já que tudo aqui, música e letras, é simplesmente muito bom.
0 Resenha do “Sacode!” no Miojo Indie
Por: Cleber Facchi
Nevilton
Brazilian/Alternative Rock/Indie

Nevilton é um respiro. Contraponto festivo dentro do jogo de experiências cada vez mais herméticas, eletrônicas e tomada por exageros clichês que marcam parte da música nacional, principalmente o rock, o músico paranaense e os parceiros de banda provam que é possível brincar com o pop sem desvios ou conceitos tendenciosos. Orientado em essência por versos radiofônicos, bem humorados e carregados por guitarras de formatação simples, o trio de Umuarama, Paraná assume com o lançamento do segundo registro em estúdio a prova de que bastam apenas músicas criativas (e certa dose de intensidade) para que exista o acerto. Entre canções de amor e passeios pelo cotidiano, chega a hora e a vez de Sacode.
Da mesma forma que nos trabalhos anteriores, Nevilton e os parceiros Tiago “Lobão” Inforzato e Éder Chapolla se esforçam para não parecer o último sucesso hipster adequado às preferências da moda. Da primeira à última faixa, tudo remete a um tipo de som esquecido. Algo que lembra a descoberta do rock nacional da década de 1980 ou a boa forma do Los Hermanos antes do louvor exagerado que tomou conta de Ventura (2003). Um composto de versos que cairiam bem nas mãos de grupos extintos como Astromato, fariam Nando Reis e os mineiros do Skank morrerem de inveja e até representam o bom humor que Stephen Malkmus construiu com o Pavement na década de 1990. Músicas que lidam com a ironia da vida, sem se entregar ao clima blasé e a depressão imoderada que toma conta de dez em cada onze lançamentos do gênero na música nacional.
Se levarmos em conta a proposta de “coletânea” que comandava o bem sucedido disco de 2011, com o novo álbum Nevilton lança de fato o aguardado primeiro registro “De Verdade”. São 12 composições marcadas pelo ineditismo, oposto das reformulações e do resgate incorporado no trabalho passado – um verdadeiro concentrado de boa parte das músicas conquistadas nos primeiros EPs e singles da banda. Tão entusiasmado quanto em Pressuposto EP (2010), trabalho que apresentou a banda ao médio público, Sacode emenda uma faixa em cima da outra ao longo de 44 minutos e cinco segundos. Uma sequência de músicas que se extinguem tão rapidamente quanto a onda de distorções, berros e melodias que fizeram de O Morno a maior composição do grupo – pelo menos até agora.
Ouvir o novo álbum do trio paranaense é como se encontrar como uma versão pop do mesmo clima que tomou conta do mais recente disco da dupla Japandroids, Celebration Rock (2012). São faixas que mesmo prontas para o ambiente claustrofóbico de um quarto cinza, se armam perfeitamente para a explosão das apresentações ao vivo. Enquanto os suspiros de Crônica parecem arquitetados para o apoio do público, Satisfação cresce em um bom humor que quase tende ao trabalho do Chiclete Com Banana (sério). Um semi-Axé Rock que pode causar arrepio nos “puristas”, mas deve transformar Nevilton em uma verdadeira maquina de manipulação do público durantes as (sempre) apoteóticas performances ao vivo. Ainda não está convencido? Então espere até cair nas garras do rock romântico de Jardineiro ou na melancolia de fim de tarde que passeia por Espero Que Esteja Melhor.
Nevilton não apenas cresceu entre um trabalho e outro, como parece pronto para agarrar uma parcela ainda maior do público. Com o presente trabalho temos não apenas um resgate honesto do rock tupiniquim – esqueça essa copia deslavada de Raul Seixas ou Los Hermanos que vocês estão habituados a ouvir -, mas também um bom registro de parceria entre uma banda um produtor. Depois de quase duas décadas acomodado na imagem mitológica que ajudou a construir, o barbudo Carlos Eduardo Miranda prova seu valor e consegue extrair o máximo da banda paranaense. Por vários momentos a colaboração parece reviver a boa fase do músico gaúcho durante a construção do primeiro álbum dos Raimundos, em 1994. E se levarmos em conta tudo o que foi produzido nas últimas duas décadas, Sacode talvez seja a representação mais honesta, crua e assertiva do rock nacional de lá para cá.
Para ouvir o novo álbum talvez seja necessário deixar de lado o trabalho de Cícero, Metá Metá, Silva, Tulipa Ruiz ou qualquer outro projeto de marcas não óbvias, porém essenciais para a reformulação da música nacional e que surgiram nos últimos anos. Sacode é um disco genuíno de Pop Rock, aquele estilo musical que você talvez tenha deixado de lado no final da década passada ou fingido esquecer há muito tempo. Sem se aproximar de um grupo ou de outro, o disco transita contraditório aos acertos estrangeiros que comandam a música alternativa ou mesmo de extrema oposição à plasticidade descartável que faz do pop nacional obsoleto. Assim como no álbum passado, Nevilton caminha solitário em uma via que mesmo tortuosa nos versos mais tristes, explode em celebração e originalidade na maior parte do tempo.

Sacode (2013, Oi Música)
Nota: 8.7
Para quem gosta de: Apanhador Só, Vivendo do Ócio e Bidê ou Balde
Ouça: Crônica, Satisfação e Jardineiro
fonte: http://miojoindie.com/2013/03/05/disco-sacode-nevilton/
0 Faixa a Faixa do Sacode! no Música Pavê
por Pavezeiros @ 18/03/2013

Não é de hoje que Nevilton chama nossa atenção com músicas em alto grau de energia e versatilidade – funcionam bem na balada, pra ouvir enquanto trabalha, estuda, malha ou pra um “bailinho particular” em casa.
Com a capa mais animada de 2013, Sacode é seu segundo álbum e, se o nome parece propor a uma festa ainda maior que a do anterior De Verdade, uma audição mais atenta pode revelar também outras nuances. Quanto mais onze pavezeiros ouvindo as músicas e comentando uma a uma.
Uns gostaram mais, outros menos, uns acharam The Strokes, outros sentiram falta do forró. De qualquer forma há o consenso: Recomendamos para todos os que curtem aquela vibe meio indie rock, meio pop rock e letras espertas que fogem do comum.
#1 Crônica
Belas linhas de baixo: Assim começa a primeira faixa de Sacode. Vocais legais, letra espirituosa e alguns efeitos surpresa, mas sabe o que é mais bacana? Sinto que Nevilton apresenta esse novo projeto com a cara e a coragem de uma banda que tem chão suficiente pra bancar uma postura já mais madura e diferente. Com Crônica, a vida sopra mais feliz, mas também carrega um alto teor de reflexão, talvez desse conjunto de histórias cultivadas ao longo do trajeto. E pessoal, que orgulho disso tudo! (Cristiano Hackl)
#2 Noite Alta
“Na hora de acordar, difícil é ficar de pé, o mundo inteiro cheira café, e a gente vai trabalhar” – pronto, Nevilton, você conseguiu em uma só estrofe ganhar a atenção de grande parte da população (eu incluso) por criar uma cena altamente capaz da gente se identificar e logo citar “café” [insira emoticon de coraçãozinho aqui]. Difícil é não sorrir ao sentir sua vida sendo narrada em uma melodia tão gostosa, que vem com aquela cara de “motor esquentando” pro que vem depois no álbum. (André Felipe de Medeiros)
#3 Jardineiro
A batida alegre e a voz marcante tornam fácil identificar que a música é de Nevilton logo nos 10 primeiros segundos. Apesar de falar de desilusão, a pegada animada e rápida que a faixa tem faz fiquemos com vontade de sair pulando e dançando! E, é lógico, quem nunca esteve no lugar do eu-lírico, se decepcionando com um amor? Nevilton, como sempre, mostra que sabe segurar um ouvinte do começo ao fim. (Gui Moraes)
#4 Até Outra Vez
“Desligue o celular” e pare para ouvir. Em Até outra vez, os caras do Nevilton falam sobre como tempo voa, soando como uma despedida de pessoas e momentos compartilhados. A presença de backing vocals ao longo de toda a música dá um toque de melancolia e saudosismo que a letra propõe. Mesmo assim, a balada chama para dar uma sacudidinha no esqueleto. (May Barbosa)
#5 Sacode
Se até The Strokes caiu no tecnobrega, porque uma banda tupiniquim não cairia? Brincadeira, o nome da faixa me lembra um pouco do ritmo, mas não tem nada a ver. Uma letra otimista, que conta a história de uma mulher meio sofrida, mas que “sacode” e segue em frente. Uma introdução bem pesada, que depois tem uma pegada animada, combina bastante com a letra. (Marcel Marques)
#6 Friozinho
Consegue imaginar The Strokes fofinho? Se sim, esta é a resposta para a sexta faixa do álbum. A música Friozinho tem no nome o diminutivo mais “fofo”, dizem que esta é a intenção dos caras. O som condiz com a intenção da letra, ela passa uma ideia de conforto e algo “gostosinho”, entende? (Rubens Filho)
#7 Só Pra Dizer
Com um ritmo dançante, animado (até com gritos felizes durante a música) e bateria dando um ar de disco à canção, a faixa Só Para Dizer tem uma letra simples e contagiante que irá ficar grudada na sua cabeça, algo que considero muito bom! (Carolina Reis)
#8 Porcelana
Impossível não prestar atenção (e acordar!) com a ruptura brusca a 1/3 da canção, de começo calmo e melancólico. Histórias de desamor, drama familiar, amizades que se vão e todas aquelas relações frágeis-porcelana que permeiam a vida tornam a faixa marcante e significativa para os empáticos. Me parece daquelas músicas quase biográficas, escritas no auge de alguma situação descrita na letra, tornando-lhe bastante relacional. (Paula Rúpolo)
#9 Vou Ver o Mar
Com certeza, está entre as minhas preferidas do álbum! Com um som um pouco diferente das outras faixas, Vou Ver o Mar tem mesmo uma vibe meio triste. A letra da canção faz com que ela possa ser perfeita para o término de um relacionamento, sendo considerada abreakup song ideal. Ao mesmo tempo em que o vocalista expressa sua raiva contra um alguém, sinto que a faixa é mais ele tentando se convencer de que já superou o amor que sentiu pela pessoa do que qualquer outra coisa. (Carolina Reis)
#10 Satisfação
Existe algo melhor do que aquele momento em que, após uma semana cansativa no trabalho, com muito stress, ela termina numa pista de dança numa sexta-feira? Segundo Nevilton, este “break” programado é um dos pontos altos e prazerosos dessa rotina urbana que clama por momentos de alívio. As guitarras suingadas e a letra que descreve bem o momento de se acabar dentro de uma casa noturna, dançando até os pés doerem e sem ver a hora passar, se faz necessário para acalmar nossas mentes, principalmente as jovens, em meio à tanta correria, fazendo “uô uô” até o sol nascer. (Matheus Pinheiro)
#11 Bailinho Particular
Música bonitinha de tudo, que realmente dá vontade de arrastar os móveis para dançar. Parece trilha sonora de festa em casa, de um bailinho mesmo (ainda que ele não seja particular). Só é engraçado que ele diga não vai faltar forró pé de serra, sem que a música tenha nada do gênero. Pode escolher a chinela pra arrastar que a música é uma delícia!(Mari Mauwerwerk)
#12 Espero Que Esteja Melhor
Sobrevoar nossas vidas egocêntricas. É o que Nevilton faz na música Espero Que Esteja Melhor. Em ritmo dançante, manda-nos uma indireta: o mundo inteirou se alagou, enquanto vocês choravam pelo vossos jardins. Espero que, depois de ouvir essa música, sejamos melhores. (Anna Rinaldi)
Curta mais de Nevilton no Música Pavê
fonte : http://musicapave.com/artigos/faixa-a-faixa-nevilton-sacode/
0 Resenha do Sacode no Perdidos no Ar
por Izabela Costa
Posted On 5 Mar, 2013 – By Izabela Costa
A Nevilton, por enquanto, é a banda mais “ô lá em casa” do ano. Motivo? O novo disco, Sacode, que saiu via streaming nesse 4 de março de 2013. Três anos após o considerável sucesso de De Verdade, o trio paranaense, formado por Nevilton Alencar, Tiago Lobão Inforzato e Éder Chapolla, retorna com seu rock melódico-virtuoso, que mescla estilos variados sem repetições, muito menos combinaçãoes óbvias.
No novo projeto, a banda apresenta uma face mais madura, sem muitas arestas a serem raspadas. O rock da Nevilton permanece bastante orgânico, adornado por melodias que não se assemelham entre si e letras que encaram fatos comuns de maneira sincera e por vezes, irônica. A faixa de abertura, “Crônica”, faz jus ao nome. Composição ousada, com direito ao singelo verso “é chuva fina e doce meu sertão”, a canção inicia o disco com uma guitarra soturna, que dá uma guinada a partir dos vocais, que por sua vez se exaltam ao desenrolar da letra romântica.
“Noite Alta” já traz mais barulho e a melodia, toda desenhada em um compasso bem organizadinho, rejunta uma letra que trata do momento mais gostoso da noite: a hora de dormir.
O troco do amor mal acabado é pago em forma de um rock agitado e rápido em “Jardineiro”. O vocal de Nevilton soa como bronca a quem o maltratou e o baixo é aquele puxão de orelha terrível que um dia a gente acaba levando. Destaque para o arranjo que antecipa o final com uma guitarra rasgada em segundo plano.
A quarta “Até Outra Vez” balança o ouvinte ao falar do uso de dispositivos eletrônicos em demasia e o tempo que corre rápido demais. A guitarra e a batida strokeana combinam com tal temática, e a canção assume um aspecto mais pop do que “Sacode”, a faixa seguinte, que começa com um…Susto! O início é pegado e pesado, mas depois acalma. Numa analogia barata – porém bastante prática – é como se o Forgotten Boys virasse um Los Hermanos durante a mudança de um mísero acorde. Ponto alto de Sacode.
“Friozinho” é o puro creme do açúcar amoroso. Com direito a “backing coral”, a canção traz vocal e melodia dengosos, e um verso de arrematar corações: “E a nossa história já faz tantos anos, Que eu já não consigo mais me lembrar, De quando foi o primeiro friozinho na barriga, Que até hoje me faz arrepiar”.
“Só pra Dizer” carrega uma pegada mais dançante e ligeira, cujo arranjo acelerado abre caminho para um vocal tão rápido quanto. Na seguida, “Porcelana” vem como a canção mais desorganizada em relação a sua sonoridade. Começa como uma cantiga popular e em questão de uma pausa se transforma num rock’n’roll furioso e direto. Confuso, todavia interessante.
A nona, “Vou ver o Mar”, te alivia do amor que saiu pela culatra baseado numa guitarra que explode de forma enérgica e dilacerante. O novo ponto alto de Sacode acaba no silêncio e te deixa preparado para “Satisfação”, que poderia ser facilmente do Barão Vermelho ou de outras bandas de rock brasileiro dos anos 90. “E a gente faz Uôôô Uôôô E a noite passa em um segundo e a gente nem vê Uôôô Uôôô um novo dia começar” é, sem dúvida, um dos refrões mais contagiantes dos últimos tempos deste ano.
“Bailinho Particular” é para quem sentiu falta de um punk rock em Sacode. A ideia de fazer uma festinha íntima fica muito mais tentadora ao som de uma bateria agitada e uma guitarra envolvente. Para finalizar, “Espero que Esteja Melhor” conclui Sacode de forma calma e honesta. O conselho amigo põe panos quentes em alguns desencontros e aumenta o clima de romance que pintou entre algumas faixas. O solo lembra muito os saudosos feitos de Nick Valensi e Hammond Jr., o que com certeza vai agradar muita gente.
Em suma: atualmente, Nevilton é a banda brasileira de rock que as outras bandas brasileiras de rock gostariam de ser. Não se limitam a uma sonoridade específica e não receiam em gastar mais de um estilo em uma mesma faixa. Ousados, estão também numa trilha saudável e pouco explorada no rock nacional contemporâneo. Um desejo é que continuem assim e deste modo, “até outra vez”.
Avaliação: 8,0
1 Sacode na capa do Caderno G da Gazeta do Povo!
Publicado em 13/03/2013 | RAFAEL RODRIGUES COSTA
Tiago Lobão (baixo), Éder Chapolla (bateria) e Nevilton Alencar (guitarra e voz): segundo disco traz som amadurecido e com mais referências. (foto divulgação)
Nevilton: “mais velhos” e melhores
Depois de um bem-sucedido álbum de estreia, o trio de Umuarama radicado em São Paulo lança o disco Sacode! na internet.
O suporte dos experientes produtores – uma “reunião mágica”, de acordo com o vocalista Nevilton Alencar – foi catalisador para um som em aprimoramento: arranjos mais ricos e com mais respiros, elementos mais bem-encaixados, mais referências – enfim, um som amadurecido.
Lançamento
Sacode!
Nevilton. Selo Oi Música. US$ 7,99 (iTunes). Rock.
A simplicidade das canções e a sonoridade de power trio comandada por uma guitarra com ecos de bandas como Pavement e Pixies, algumas das principais marcas do trio, continuam.
Nevilton conta que até houve receio de não haver entendimento musical entre o grupo e Miranda – que, diferentemente de Magno, que mixou o primeiro disco, o trio não conhecia pessoalmente. Mas o processo foi produtivo, e Miranda atuou como “uma piscina sem fundo de referências” para a banda, conforme conta Nevilton.
“Foi muito suave, todo na base de troca de ideias, de coisas consensuais. A gente explicava nossas perspectivas, ele explicava as dele, e chegávamos num intermeio legal”, conta.
A gestação do disco começou em setembro de 2012, com uma seleção entre cerca de 30 canções compostas por Nevilton – a maioria no último ano, com exceções como “Porcelana”, uma composição sobre saudade escrita em dois tempos (leia mais ao lado): a primeira parte, na época em que a estrada ainda era novidade e gerava saudades de casa; a segunda, após a morte do avô do compositor.
“Algumas canções são do repertório antigo, que, na época da gravação do De Verdade (2011), não estava muito ‘na agulha’. Agora, bateram melhor”, conta.
A primeira música a ganhar clipe deverá ser da faixa título, “Sacode”. As frequentes turnês, interrompidas para a produção do disco, devem ser retomadas em breve. “Já estamos nos planejando para passar por Londrina, Maringá e Araraquara (SP). Se Deus quiser, já no meio do ano, chegamos a Curitiba”, diz Nevilton.






























