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Divulgamos tanto o fato de termos saído na Rolling Stone, foi ótimo… acho que muita gente em Umuarama comprou essa edição. Tanto é que eu, Nevilton, ainda não a tenho! Toda banquinha que passei por aqui já estava zerada! Pelo menos o Lobão e o Fer conseguiram as deles… guardaremos de lembrança e aos poucos vamos levando os nomes de Umuarama e do Paraná para cada vez mais longe!!! 😀

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Capas da edição 31 da Rolling Stone Brasil

Hot List

Os editores da Rolling Stone escolhem seus favoritos do mês

João Brasil – “Wachadoin – Tropical Remix”
Há tempos João Brasil vem tentando emplacar uma lambada. O bamboleio musical da vez é o remix para “Wachadoin”, espécie de ópera-funk do N.A.S.A. que conta com canjas de Santogold, M.I.A., Spank Rock e Nick Zinner. Na faixa revisitada, João acertou em cheio enquanto o projeto de Squeak E. Clean e Zegon passou apenas raspando.

The Dead Weather – “Hang You from the Heavens”
E Jack White não cansa de montar novos projetos. Sua banda da vez tem uma mulher nos vocais (a vocalista do The Kills), caras do Queens of the Stone Age e do Raconteurs e… adivinhe? O próprio White na bateria. Era o que faltava.

Tinted Windows – “Kind of a Girl”
O projeto que junta membros de bandas como Hanson, Smashing Pumpkins, Fountains of Wayne e Cheap Trick nos brinda com esta canção realçada pelo vocal bubblegum de Taylor Hanson e uma sessão rítmica cheia de pegada.

Nevilton – “A Máscara”
De Umuarama (PR) surge a revelação indie de 2009. Combinando guitarras virtuosas, sonoridade tipicamente nacional e letras absolutamente compreensíveis, o trio faz rock dançante que soa como tributo sincero e feliz à Jovem Guarda.

Yeah Yeah Yeahs – “Zero”
O primeiro single do novo disco do trio de Nova York parece até música de outra banda:um hino feito para as pistas,
com uma levada irresistível à la Kylie Minogue sobre uma pesada cama de sintetizadores. E quer saber? É incrível.

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01/04/2009 – 12:26

E assim rolou a décima edição do Curitiba Calling, uma grande festa no aniversário de Curitiba, com 40 bandas que se apresentaram durante três dias no 92 Graus, nosso templo sagrado do rock!








Andreza e Babi, ex-Gianinnis estrearam a nova banda Uh-La-La!

Estivemos tocando e divulgando em São Paulo, por isso perdi a sexta-feira. No sábado experimentei assistir alguns shows pela internet, o grande ponto para esta edição do festival. E no domingo fui conferir o último dia e aproveitar para coletar as impressões sobre os dias anteriores.








Nevilton, a grande surpresa!

Segundo a entrevista com Ivan Rodrigues (baterista que se apresentou em três bandas: “Mordida”, “Magaivers” e com o Giovanni Caruso), o público seguiu as características da grade de programação comportando-se de maneira atenta na sexta, histérica no sábado e rolando pogo no domingo. O já comentado show de “Giovanni Caruso & o Escambau” e da banda “Pão de Hambúrguer” me foram relatados como os destaques da sexta. Quem não concordar, por favor deixe sua opinião!







Público tomando um ar na parte externa do 92 Graus!


Sábado foi o dia das atrações e, é claro, dia de grande público. O 92 ficou pequeno e a galera tomou conta até do pátio externo, geralmente utilizado como estacionamento das bandas. Entre os vários destaques de sábado devo citar a estréia da “Uh-lá-lá!”, os “Nevilton” de Umuarama (PR) e o “Charme Chulo” que protagonizou o grande show do festival (também fique à vontade para discordar)!





Charme Chulo: arrebentaram no festival!

No domingo eu estava lá, presenciando o espontâneo pedido de bis aos ótimos “Eles Mesmos”; os bons shows da Cosmonave e Punkake; a galera gritando “Hansons”, para o vocalista do “Riot Revolver” e o punk dos “Ildefonsos”. Quem me chamou a atenção foi a banda “Red Tomatos” que com suas ótimas composições proporcionaram um agito legal. Mas depois dos “Marlenes” e dos “Magaivers” me despedi faltando ainda umas três bandas para tocar (podem me xingar).






Boas músicas no show do Red Tomatos!

Festival é festival. Tanto bandas como público tem que estar preparados para a maratona. Sempre alguém vai tocar cedo ou tarde demais e sempre alguém vai “se dar bem” no melhor horário. A louvável experiência de começar cedo no domingo não deu muito certo. Por falta de público, tudo foi atrasado fazendo as últimas bandas tocarem madrugada adentro. Justamente sobre esse assunto eu passo a bola para o Fabio, que fala sobre SHOWS MAIS CEDO!

Texto: Emanuel Moon
Fotos: Marcelo Stammer e Fernando Souza

fonte: http://mtv.uol.com.br/curitibarockblog/blog/curitiba-calling-e-shows-mais-cedo

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Mais uma edição do Podcast Rádio Dosol no ar sempre com novidades a respeito da cena indie nacional e outras novidades. Nesta edição falamos mais do Festival Dosol WarmUp, tem estréias em áudio do Fetuttines (RN) e Nublado (PB), tem lembrança dos 15 anos de morte de Kurt Cobain, tem PMW Festival, Móveis Convida e muito mais. Confira o Lineup:

ARTIC MONKEYS – TEDDY PICKER
NUBLADO – SOBRE O CAOS
FETUTTINES – IMPOSSÍVEL SÓ
MÓVEIS COLONIAIS DE ACAJÚ – FALSO RETRATO
NIRVANA – ABOUT A GIRL
THE DONNAS AO VIVO NO FESTIVAL DOSOL 2008
NEVILTON – BOLO ESPACIAL

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Apresentação: A. Foca

Duração: 38 min.

fonte: http://www.dosol.com.br/2009/04/05/podcast-radio-dosol-05042009/

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Por Murilo Basso e Luiza Garcia

Curitiba completou 316 anos no final de março e, para comemorar, o Espaço Cultural 92 Grausmondobacana promoveu mais uma edição (a décima) do Curitiba Calling. Em três dias de festival, 40 bandas se apresentaram divididas em dois palcos. O line-up mesclou nomes já consagrados da cena local com novas bandas, oferecendo toda diversidade musical que torna a cidade um dos principais centros do novo rock independente nacional. em parceria com o site

Os shows começaram na sexta (27) com Narciso Nada abrindo bem a noite, mas o público estava mesmo ansioso por Giovanni Caruso e o Escambau. E mesmo encontrando seu público – e contando com bons músicos – a ansiedade não foi justificada. A opção por uma linha harmônica com fortes referências a Relespública, lançando mão de figurinos e discurso manjados e sem, em nenhum momento, conseguir se afastar do estilo “moderninho, safado e underground”, a banda do ex-Faichecleres se perde em meio a uma forte crise de identidade, Por sua vez, O Pão de Hambúrguer surpreendeu positivamente. Canções como “Ó Pai” e “Princesinha do Tio” retratam bem o pop rock sem falsas pretensões da banda. “Ontem e Hoje” fechou de maneira empolgante uma boa apresentação.

Na seqüência, o coletivo Heitor & Banda Gentileza, grande promessa da noite, usou o ska – no formato norte-americano – para introduzir sua música. Unindo rock, jazz e reggae, adaptado da Jamaica com uma vertente de bandas que explodiram nos anos 90, como Reel Big Fish e Mighty Mighty Bosstones, eles incluíram bossa nova e música brega. Uma mistura que a primeira vista pode parecer confusa, com Heitor se mostra uma escolha certeira. Nas composições prevalece o rock despojado, com arranjos de sax, violino e trompete. Nas letras estão versos simples, contendo romantismo inteligente e surrealismo. Uma pena o som ter deixado a desejar.

No sábado (28), a Plêiade deu seqüência ao festival. Apesar de estar bem amparada por dois bons músicos, o velho clichê do “vocalista-messiânico” assombra a banda ofuscando o talento dos demais integrantes. No fim, o que poderia empolgar, desanima. Mas não há tempo para desanimo. Por volta das 21h, o Biotonix assume o palco com sua sonoridade no melhor estilo surf music, honrando o gênero com fortes melodias e vocais afinados. Esbanjando bom humor os rapazes conseguiram dar seu recado e divertir o público com boas canções como “Oh Oh Oh” e “Vitamina”.

Logo em seguida, o trio Nevilton (foto) mostrou que os elogios que o grupo vem recebendo da crítica não são à toa. Os garotos conseguiram superar as altas expectativas com uma apresentação forte, direta e sincera. A guitarra de Nevilton, entre um riff e outro, mostrou o lado performancer e descontraído. A bateria de Fernando Livoni é um show à parte. “Bolerothèque” contagiou a platéia com seu ritmo dançante enquanto “Pressuposto” é o retrato perfeito da personalidade do trio. O refrão de “Paz e Amores” foi cantada em coro: “Viver em paz, com quem quer que seja / ouvindo música e bebendo cerveja / Essa é a vida que eu pedi para Deus / só isso e nada mais!”. Tente esquecer este refrão agora. O show continuou repleto de improvisos. Estamos diante do bom e velho rock’n’roll, algo cada dia mais raro.

Com cerca de duas horas de atraso em relação à programação original, a Trivolve iniciou sua apresentação com a bela “Que a Loucura Me Faça”, revisitou canções já conhecidas do público curitibano como “Até Chegar” e “Não Preciso Chorar”, realizando uma apresentação tecnicamente perfeita. A voz de Mônica e sua presença no palco se tornam mais marcantes a cada apresentação. É não deixa de ser gratificante ver André Becker continuar tocando e surpreendendo, e então perceber que a simplicidade, sempre característica da banda, continua caminhando junto com seus músicos.

Os percussores do britpop curitibano, o Mosha, também eram esperados pelo público, devido a uma reclusão de seis anos nas atividades com cancelamento de shows e a morte do baixista Mario Beena em 2007. A volta dos veteranos foi emocionante para o seu público fiel, cantando clássicas como “Circle” e “Spaceman”. Já o Anacrônica apresentou seu pop rock, como sempre, muito bem feito. A opção por canções mais “fortes” se mostrou acertada. “Totem” começou balançando o público que antes mesmo do seu fim já cantava o inicio de “Volta”. A banda deu seqüência ao coro em perfeita sincronia. O bom humor quase poético de “Deus e os Loucos” também marcou presença e o final com “Delorean” levou a platéia ao êxtase.

Entre todas as propostas que compõem o som do Mordida, a que se sobressaiu no Curitiba Calling foi, sem dúvida, a prioridade pela diversão, o que pode ser percebido logo na escolha do setlist. Abrindo com “Tapete Molhado” e seguindo com “Eu Amo Vc”, sempre acompanhada de previsíveis sorrisos no clima de descontração que já se tornou uma das maiores referências da banda nesses cinco anos de estrada.

O Charme Chulo (foto) entrou e logo demonstrou sua força. O entrosamento entre os vocais de Igor Filus e a viola caipira de Leandro Delmonico é genial. A mescla inusitada entre o irônico e o melancólico, fundamentada em letras bem humoradas e arranjos regionais contagia nos primeiros acordes. É impossível ficar parado. O desempenho do vocalista no palco enche os olhos; na segunda música você já virou fã. O melhor show da noite e um dos melhores da cena curitibana atual. Fechando o segundo dia, Os Dissonantes fizeram uma apresentação ok.

O último dia de festival (29) começou lento e se arrastou por um bom tempo. Até o Red Tomatoes aparecer com seu pop descolado, despretensioso e muito bem produzido que destacou canções como a bacana “Crazy Forever” e a radiofônica “Ela e Esse Não É o Lugar”. Da Alemanha surgiu uma das apostas da organização do evento, The Randerings, que mostrou um hardcore bem estruturado com influências nítidas de punk 77, Ramones, Misftis e MC5. O som é basicamente composto por uma guitarra bem definida e o ritmo das músicas baseado em uma bateria acelerada. Pela primeira vez em Curitiba, o Randerings mostrou que a viagem não foi em vão conquistando a simpatia do público com seu carisma.

E o festival voltou a se arrastar. Por longas horas até o momento em que os veteranos do No Milk Today (foto) entraram em cena dando uma verdadeira surra nos novatos. Uma aula sobre como empolgar o público. Dando vida nova as suas antigas canções, os “senhores” fizeram o 92 Graus e os poucos “heróis” que permaneceram até às 2 da manhã balançar ao som de “Liberdade Ltda” e “Garota Junkie”.

Em sua edição 2009, o Curitiba Calling deixou um pouco a desejar por culpa dos longos atrasos, mas por outro lado, bons shows como os de Biotonix, Trivolve, Anacrônica, O Pão de Hambúrguer junto as apresentações marcantes de Nevilton, Charme Chulo e No Milk Today fizeram as noites valerem a pena. Como saldo, algumas bandas bacanas, outras nem tanto, muitas histórias e algumas mancadas simplesmente sensacionais como “Ô, podem ligar o som novamente. É que a gente queria fazer um ‘bis’”. Ou ainda, após os 45 primeiros segundos de execução ouvir algo como: “Pára, pára. Eu esqueci a letra, podemos começar de novo?”. Sem contar, aquelas bandas que provavelmente estão tendo os 30 minutos mais importantes da sua vida, a maior oportunidade para mostrar seu trabalho e gastam boa parte do tempo fazendo covers. Paciência, um dia eles aprendem. Tomara que até o próximo aniversário de Curitiba.

Fotos: Vinicius Salvino (http://www.flickr.com/photos/vinicius_salvino/)


fonte: http://screamyell.com.br/site/2009/04/01/a-decima-edicao-do-curitiba-calling/

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