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Um dos pontos muito legais dessa sexta edição do GIG ROCK é que entre as mais de 30 atrações, um bom número das bandas tem referências bem claras e sinceras da música brasileira.

Talvez seja uma das questões mais interessantes a serem observadas, porque parece evidenciar que não há nada de errado em gostar da nossa música, que não se fica mais cool gostando apenas do hype gringo, que temos coisas belíssimas em nosso rock e essas belezas podem se misturar ao que é feito de bacana em outros países para compor uma sonoridade sincera, com identidade e honestamente cool.

Nevilton é um dos nomes que defendem – e talvez até mesmo sem querer – essa causa no GIG ROCK 6, quando se apresentam nesta noite de sábado, 15 de novembro, na Quadra da Praiana.

A banda do interior do Paraná é o resultado de alguns meses de vida rock em Los Angeles. Colocando num liquidificador nomes como Beatles, Cake, Pavement, Graforréia Xilarmônica e Chico Buarque, assim que retornam ao Brasil criam um “indie rock abrasileirado”, como brinquei com Nevilton. 

Pela primeira vez em Porto Alegre e com uma felicidade enorme em estar por essas terras – e estar fazendo show no GIG ROCK -, o vocalista Nevilton de Alencar – uma figura extremamente simpática – conversou com o Beco 203 sobre esse “indie rock abrasileirado”direto de LA. 

Mostrando um imenso e sincero prazer em fazer, ouvir e conhecer música, o músico aproveitou também para falar sobre o que anda ouvindo, a importância que o rock gaúcho tem para ele e para a banda e, por esse motivo, a empolgação extra que toma conta do trio a caminho do RS. 

_por Tomás Bello 

Beco: Beleza Nevilton!? Começar por algo que chamou atenção e que achei bem legal. Durante essa última semana tu te dedicaste a conhecer pessoas de Porto Alegre, conversar sobre o GIG ROCK, algo que não é comum a todas as bandas. Feliz e empolgado com a vinda pra cá, o show e tudo mais!?

Nevilton: Ah, sim!!! Sempre nos empolgamos e… quando posso, tento ir atrás de conhecer toda a turma, conhecer o trabalho do pessoal que também se apresentará… isso até aumenta nossas expectativas quanto ao festival! Especialmente neste caso, pois o Rio Grande do Sul e seu cenário roqueiro têm uma importância enorme pra gente, é uma honra apresentar nosso trabalho por aqui!

Beco: Pô.. que bacana! Pelo que descobri lendo por aí, Nevilton é uma espécie de rock brasileiro direto de Los Angeles, não!? Mas vocês são do interior do Paraná. Como que é essa história?

Nevilton: Quase isso… O “direto de Los Angeles” aí é pelo fato de termos iniciado este projeto em meu nome, tocando minhas músicas e levando um tanto a sério isso tudo só depois que eu e o baixista, “Lobão”, passamos meio ano lá em L.A. Acho que todo aquele peso histórico roquenrôu nos fez pensar que poderiamos fazer algo além de ficar ensaiando nossas músicas na garagem esperando que algo acontecesse. Nos fez ter vontade de fazer algo que um dia também motivasse outros músicos, essas coisas, sabe!?

Beco: Claro.. Agora, vocês citam influências de Beatles, Pavement, Pixies, Cake.. Mas ouvindo o som da Nevilton dá a impressão de que a música brasileira é algo super presente. Li em algum lugar comparações com teu timbre de voz e o do Nando Reis, por exemplo. Outro dia quando falamos, tu sugeriu um disco do Max de Castro. E essas referências brasileiras são perceptíveis no som de vocês, é interessante isso. É um indie rock abrasileirado, é algo natural mesmo, o que é a Nevilton nesse sentido?

Nevilton: É algo assim mesmo… (risadas)… gostamos muito de música, de vários estilos, nacionalidades, línguas… ao mesmo tempo que ouvimos lá os Pavement, Pixies, Cake, Echo & the Bunnymen… ouvimos também Mademoiselle K, Malajube, Louise Attaque… Gorky’s Zygotic Mynci, Super Furry Animals… Graforréia Xilarmônica, Titãs, Belchior, Noel Rosa, Chico Buarque… e de alguma forma, essas coisas acabam refletindo no nosso som, mesmo que “de leve”.

Beco: E por terem esse lado brasileiro forte assim, como se sentem em relação a chamada “cena indie” aqui no país? Porque vocês se apresentam em festivais da cena, com bandas indies, etc.. A Nevilton é um diferencial nesse sentido? Não sei se vocês pensam sobre isso..

Nevilton: Acho muito legal que o pessoal sinta que de alguma forma nosso som é diferente. E talvez este “indie rock abrasileirado” seja o caminho para o que a gente, e talvez muitas outras bandas procuram: ter um bom poder de síntese, bem misturar as influências e gostos até chegar a uma identidade sonora bacana.

Beco: Me parece que vocês tem se apresentado em diversas cidades e festivais pelo Brasil né.. E isso é muito bacana. E esse retorno legal, essas conquistas assim em talvez tão pouco tempo de banda?

Nevilton: Isso é fantástico… nos faz acreditar que toda essa correria um dia vai fazer algum sentido! 

Beco: Tu comentaste que recentemente fizeram show com o Wander Wildner, lenda aqui do rock gaúcho. Agora no GIG ROCK se apresentam com o cara de novo, mas também ao lado de outros bons nomes, tanto locais (Pública, Superguidis, etc) como de fora do RS (Mallu Magalhães, Canastra, etc). Qual a expectativa pra esse show? E o que podemos esperar da Nevilton?

Nevilton: Tocaremos em Pato Branco, PR, na quinta feira, e ao acordar, vamos direto pra PoA para tentarmos pegar o máximo de shows e acompanhar tudo que for possível. Eu mesmo gosto do som de muitas bandas que também tocarão no festival, será uma grande diversão ver toda essa turma se apresentando e, ao mesmo tempo uma honra estarmos entre as atrações. Sobre nosso show, posso dizer que tentaremos fazê-lo bonito e agitado como de costume. Tocaremos canções que estão em nosso site: www.nevilton.com.br e duas que estarão no nosso primeiro disco, que estamos gravando.

Beco: Bom, falando em bandas gaúchas. Vocês pelo jeito conhecem o que é feito aqui né.. Gostam, tem influência de alguma coisa daqui do RS?

Nevilton: Opa! Gostamos muito de Graforréia, Cascavelletes, Wander Wildner… e desse pessoal de hoje também: Superguidis, Walverdes, Pública, Pata de Elefante… todos eles têm coisas muito bacanas pra se apreciar em seus trabalhos.

Beco: E o que andam ouvindo pelo player aí!? Quem sabe aquele som ou banda que acham que as pessoas devem conhecer..

Nevilton: Ando ouvindo muito o Evil Urges, disco que o My Morning Jacket lançou este ano. O Sibéria do Echo & the Bunnymen, que tem umas guitarras muito “cativantes” e o Balanço das Horas do Max de Castro e o Carlos, Erasmo, de 1971, que também é fantástico!

Beco: Maravilha então cara.. Muito obrigado! Agora é esperar pelo GIG ROCK..

Nevilton: Eu é que agradeço! Muito obrigado a vocês pela oportunidade, atenção e carinho com a gente. Esperamos que o festival seja realmente muito bacana e que a gente faça um grande show… para somar aos que já rolaram na história do Gig Rock! Grande abraço! Tudo de bom! Até lá!

por Tomas Belo
fonte: http://www.beco203.com.br/views/entrevistas.php?id=9

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Com o pé na estrada!
A banda Nevilton, de Umuarama, está com uma agenda agitadíssima neste mês de novembro: nos dois fins de semana anteriores tocou em Umuarama e Maringá. Aqui se apresentou no Porão do Centro Cultural e na Cidade Canção fez show no mais novo e sofisticado bar com a temática Rock do noroeste, “A Base Bar”, dividindo o palco com o ícone do rock gaúcho Wander Wilder, autor do hit “Bebendo Vinho” gravado pelo Ira! Hoje à noite, Nevilton está na cidade de Pato Branco, onde faz show na boate Bauhaus. E no sábado vai bombar num grande festival… Mas, essa história depois eu conto.

Coluna Italo, dia 13 de Novembro de 2008.
http://www.ilustrado.com.br/noticias.php?edi=131108&id=00000002

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tá ai o flyer bonito da noite que tocaremos em Pato Branco, no porão da Bauhaus!!!
a noite promete!!!

e saiu a ordem das bandas no Festival Gig Rock 6, em Porto Alegre! Tocaremos logo após a Mallu Magalhães e antes do Pública… que honra!!!

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