Back to the top

Texto: Thiago Soares
Fotos: Jorge Mariano

Pela quarta vez em Maringá, o Charme Chulo fez um show sensacional! Mas sobre isso, falamos no final.

Abrir um show pro Charme Chulo não é uma tarefa fácil. A presença de palco, sinceridade e qualidade são marcas avassaladoras dos curitibanos. Não da pra subir no palco antes deles, ficar parado e cantarolar qualquer merdinha.

Aqui em Maringá, a noite começou com o show da banda de Umuarama, Nevilton (e Os Alencares), que foram incumbidos da difícil tarefa de alegrar o público enquanto o Charme Chulo não vinha. Nevilton, seus companheiros de banda e seu tênis circense (eu disse que ia usar isso na resenha) alegraram a todos com suas belas canções sempre muito bem executadas. A presença de palco do próprio Nevilton, também é algo do qual se deve tirar o chapéu. Seus pulos inconseqüentes são marca registrada, assim como suas viagens psicodélicas no meio das canções.


Tanto nas músicas novas, quanto nas velhas e até nos improvisos (e às vezes nos pulinhos de Nevilton e Lobão), a banda é sempre muito bem entrosada. Algo bonito e gostoso de ver e ouvir.

Bom, resumindo, o Nevilton fez tudo o que dava pra fazer. Animou, alegrou e botou a galera pra cantar e dançar. Os CDs que foram distribuídos gratuitamente na ponta do palco, se esgotaram em 30 segundos após o anuncio do vocalista. Se você ficou sem o seu, mande um e-mail pro Garagem e nós te damos um.


Quanto ao Charme Chulo, já é até chato falar. O show dos caras é impecável. A presença de palco do Igor, mais a alegria e sinceridade que os caras transmitem ao tocar em Maringá é formidável.

Com um repertório prolongado, envolvendo músicas do primeiro disco, mais as duas novas do CD ao vivo e mais duas do EP, o Charme Chulo transformou a noite de muita gente.


Vale a pena também comentar o “karaokê” que rolou no final. Subiu o Picelli e mais um fita que eu não faço a mínima idéia de quem seja e cantaram “Mazzaropi Incriminado”. Destaque pro Picelli que dançou mais do que cantou em cima do palco (será que na nova banda dele, ele dança?!). O outro fita não sabia nem a letra da música (provavelmente ele até sabia, mas na hora não rolou).

Bom, de qualquer forma, foi divertido a participação dos dois, e claro, os shows, sensacionais! Um parabéns a Flávio Silva e sua Sonic Flower Club, que esse ano ta fazendo tudo e mais um pouco nessa cidade

22

Por Tiago Knoll Inforzato, Cultura e Arte, Umuarama Ilustrado

Ontem à noite aconteceu um evento interessante em Umuarama. Duas bandas da cidade se apresentaram no Kabuki Snooker Bar e tocaram músicas de autoria própria. Interessante porque em nossa região a criatividade e o empreendendorismo estão em baixa. Muito bom pois podemos sentir que algo está mudando por aqui.
As bandas Nevilton de Joke Box, ambas de Umuarama, são um exemplo local de um movimento artístico nacional, o movimento indepentende. Mas o que são eles? Simples, eles são uma fatia dos artistas nacionais que não estão vinculados a grandes empresas, como renomadas gravadoras, redes de televisão, grandes editoras e demais empresas de divulgação e promoção de arte. Eles se autogerenciam e financiam.
E não é só no mundo da música que podemos ver estes artistas independentes. Temos escritores, cineastas, dramaturgos, artistas plásticos e outros, de vários segmentos, que produzem e vendem sua arte por si só. Eles criaram um nicho de festivais, mostras, feiras e vários outros eventos que possam criar oportunidades de negócio e divulgação, e nesses eventos trocam experiências e aumentam a qualidade dos trabalhos que produzem.
Com a popularização dos programas de criação visual, de gravação de áudio e com a popularização da internet e outras mídias, o trabalho dos artistas pode se propagar a distâncias jamais imaginadas até mesmo pelos mais otimistas. A banda Nevilon de Umuarama, por exemplo, é ouvida por pessoas da Europa, da América do Norte e até mesmo do Japão, além de já ter tocado em cidades como Brasília, Curitiba e Goiânia, em eventos organizados pelas próprias bandas destas cidades. Um artista plástico de qualquer cidade, do interior de qualquer estado, pode vender sua obra para qualquer acervo de grandes metrópoles culturalmente mais robustas, ou até mesmo expor seus trabalho em sites da internet. Um escritor pode publicar livros eletrônicos ou de papel sem precisar esperar a boa vontade das grandes editoras. Mas o mais interessante é que todo esse material pode ser comercializado, gerando renda ao criador da obra. O grande desafio então é atingir o público, cada vez mais segmentado e com cada vez mais opção de escolha e acesso a novas tendências.
Enfim, o evento deste sábado 17, é apenas a ponta do iceberg. São as forças indepententes que estão atingindo este rincão distante que é Umuarama e certamente ainda veremos muita coisa boa acontecendo, é só exercitar sua independência e se informar para não perder o bonde.

fonte: http://www.ilustrado.com.br/noticias.php?edi=180508&id=00000027

12
© WolfThemes